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Corpo de mulher desaparecida há 10 meses é encontrado enterrado em SC e ex-marido é preso

O corpo de uma mulher de 38 anos que estava desaparecida desde setembro do ano passado foi encontrado enterrado em Tubarão, no Sul de Santa Catarina, nesta quarta-feira (5), informou a Polícia Civil. O ex-marido dela, de 37 anos, foi preso.

Segundo a polícia, o corpo estava enterrado no bairro São Martinho, na antiga casa onde o casal morava, de acordo com o delegado André Crisóstomo, responsável pela investigação. A vítima foi identificada como Jaqueline da Rosa de Oliveira.

Ela já havia registrado boletim de ocorrência contra o suspeito por violência doméstica, mas, na época, a polícia não conseguiu coletar o depoimento dela, segundo o delegado.

O caso é tratado como feminicídio. Os policiais conseguiram chegar até o corpo após o ex-marido indicar o local onde ele estava.

Conforme o delegado, o suspeito nega o assassinato, mas afirmou que escondeu o cadáver. O corpo tinha sinais de esquartejamento e carbonização.

Investigação

A família registrou o boletim de ocorrência do desparecimento de Jaqueline em fevereiro, disse o delegado. Inicialmente, a investigação foi feita pela Delegacia de Polícia de Tubarão.

Porém, após a desconfiança de que a vítima poderia ter morrido, o caso passou para a Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Tubarão, que apura casos de homicídios, em junho.

Para chegar ao suspeito, foram necessárias algumas etapas. “A gente inquiriu algumas outras pessoas, próximas ao suspeito e à vítima. E pedimos medidas cautelares para ter acesso a dados que são sigilosos”, explicou o delegado.

Crisóstomo também citou outros pontos que geraram desconfiança. “O ex-marido adotou um comportamento estranho para uma situação de pessoa desaparecida. Além disso, a Jaqueline era usuária assídua das redes sociais e nunca mais usou depois de setembro. Ela tinha uma fonte de recursos financeiros e não usou mais”, pontuou.

Com provas, a Polícia Civil foi até Laguna, onde o ex-marido foi preso. Ele estava morando na cidade com outra companheira. Laguna fica a cerca de 30 quilômetros de Tubarão.

Suspeito nega

Em depoimento, o ex-marido negou o assassinato. “Foi uma longa inquirição, negou qualquer tipo de participação, relatava que Jaqueline tinha o costume de sumir e que, quando desapareceu, antes disse que ia embora e não queria mais ele”, relatou o delegado.

“Foi mostrado para ele que o que ele estava falando não compatível com as provas. Toda a mentira dele foi sendo descoberta, mas ele negou qualquer envolvimento”, continuou.

“No final, quando ele já estava sendo encaminhado ao presídio, desabou emocionalmente e mostrou o local onde estava o corpo. A versão oficial dele é de que ele não matou Jaqueline, que eles estavam usando drogas, ela teve um mal súbito, ele ficou desesperado e enterrou o corpo”, declarou o delegado.

Como o esqueleto da vítima tinha indícios de violência, os restos mortais dela foram levados ao Instituto Médico Legal (IML), que fará uma exame para tentar identificar a causa da morte.

Tanto o ex-marido quanto a vítima eram usuários de drogas e outra situação que causou desconfiança na Polícia Civil é que ele se internou em uma clínica após o desaparecimento de Jaqueline.

“Cerca de 10 a 15 dias depois [do desaparecimento], ele voluntariamente se internou em uma clínica para usuários de drogas. Isso é comumente utilizado por autores de atos extremos, ou para fugir ou para justificar, antevendo defesa. Ele ficou cerca de três meses, fugiu da clínica, ficou nas ruas de Tubarão, depois voltou a trabalhar e agora morava em Laguna com outra companheira”, disse o delegado.

Segundo ele, o suspeito é usuário de drogas há 10 anos e nunca havia se internado. “Além disso, ele relatou para alguma pessoas que ela havia morrido. Na primeira oitiva dele, falou que não sabia onde ela estava”, completou.

O fato de ele ter se internado está relacionado à demora da família em registrar o desaparecimento de Jaqueline à polícia.

“A família relatou que ela tinha o costume de desaparecer, mas não por muito tempo. Em setembro, não conseguiam contato com o ex-marido porque ele estava internado. A família descobriu que ele foi internado, achou estranho o desaparecimento e resolveu reportar”, declarou o delegado.

O ex-marido está preso temporariamente por 30 dias, prorrogáveis por mais 30.

Relacionamento complicado

O delegado descreveu que o relacionamento do ex-casal era complicado. “Ela havia feito registro de boletim de ocorrência por lesão corporal, ele dizia que ia matá-la. Mas ela sumiu na época de tomar depoimento [à Polícia Civil”, declarou.

Segundo Crisóstomo, o ex-marido disse que a morte de Jaqueline ocorreu entre final de setembro e início de outubro e que o casal costumava terminar e voltar nessa época. “Durante esse período, estavam juntos”.

O ex-casal não teve filhos. Ninguém mais morou na casa deles após a internação do ex-marido na clínica.




05/07/2023 – Rádio Schroeder

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