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Com fila zerada para transplantes do coração, SC fez cinco cirurgias em 2023

Santa Catarina fez cinco transplantes de coração entre janeiro e agosto deste ano, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES). Na última atualização da lista, nesta quarta-feira (30), não havia ninguém na fila esperando pelo órgão no estado, conforme a pasta.

A última cirurgia de transplante em Santa Catarina foi realizada no dia 25 de agosto, quando a paciente ficou por cerca de 14 dias na espera.

Segundo o coordenador de transplantes em Santa Catarina, Joel de Andrade, o tempo na fila catarinense para transplantes cardíacos é de cerca de quatro meses. O estado faz, por ano, de oito a 10 cirurgias do coração, o que é “uma realidade fora do esperado pelo número de dados epidemiológicos do Brasil e de outros países”.

No Brasil, entre 19 e 26 de agosto deste ano, foram realizados 11 transplantes de coração, sete deles no estado de São Paulo. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde, após Faustão passar por uma um transplante no domingo (27). Ainda, segundo a pasta, o apresentador foi priorizado na fila de espera em razão do estado de saúde dele.

Fila em SC para transplante de coração

O coordenador explicou os critérios da fila para transplante de coração em Santa Catarina. Quem necessita de internação constante, por exemplo, tem prioridade em relação à pessoa que aguarda em casa.

“Quando faz transplante de coração, são alguns dados que contam. A primeira questão é uma fila para cada tipo sanguíneo. Dentro da fila, o tempo de espera, assim como a gravidade, são os pontos principais. O segundo aspecto é a questão da antropometria, peso e altura do paciente”, relatou o coordenador.

Confira abaixo os critérios para a montagem da fila:

ordem cronológica de cadastro;
gravidade do quadro;
tipo sanguíneo – um paciente só pode receber um órgão de um doador que tenha o mesmo tipo sanguíneo que ele;
porte físico – alguém alto e mais pesado não pode receber o coração de um doador muito mais baixo e magro que ele;
e distância geográfica – o órgão precisa ser retirado do doador e transplantado no receptor em um intervalo de até 4 horas. Ou seja: não é possível fazer a ponte entre duas pessoas que estejam muito distantes uma da outra.
 




31/08/2023 – Rádio Schroeder

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