Jaraguá instala Sala de Situação por causa do mosquito da dengue
25/03/2019 13:17 em Geral
A Prefeitura de Jaraguá do Sul, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, instituiu a chamada Sala de Situação em função de o município ter sido incluído na lista de cidades catarinenses infestadas pelo mosquito Aedes aegypti, de acordo com a última atualização da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC), vinculada à Superintendência de Vigilância em Saúde (SUV), da Secretaria de Estado da Saúde. A primeira reunião da Sala de Crise ocorreu na tarde de sexta-feira (22), no auditório da Vigilância em Saúde, tendo a presença de representantes das secretarias municipais de Saúde, Educação, Planejamento e Urbanismo (Setor de Fiscalização de Posturas), Samae, Fujama e Diretoria de Comunicação e Jornalismo. 
 
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De acordo com o Diretor de Vigilância em Saúde, Dalton Fernando Fischer, a inclusão de Jaraguá do Sul na listagem da Dive/SC se deve especialmente aos focos do mosquito transmissor da Dengue encontrados este ano, pelos agentes de endemias da Prefeitura no bairro Vila Baependi. A situação é inédita em Jaraguá do Sul, conforme o diretor. “Recebemos muitos caminhões e cargas de fora e temos muitas pessoas que viajam para regiões infestadas e que trazem o mosquito para o município. No caso da Vila Baependi, temos uma situação atípica, onde na área com focos  não há muitas transportadoras, ou seja, o mosquito se proliferou em áreas residenciais”, conta o diretor. Dos 24 focos do mosquito transmissor da dengue encontrados no município este ano, oito foram na Vila Baependi. Outros bairros bairros também possuem focos do aedes aegypti, conforme pode ser observado abaixo:
 
Bairro - Número de focos
Vila Baependi - 08
Centro - 05
Vieira - 03
Santo Antônio - 02
Vila Nova - 02
Água Verde - 01
Estrada Nova - 01
Vila Rau - 01
Ilha da Figueira - 01
TOTAL - 24
 
Atualmente, os 13 agentes de endemias monitoram 637 armadilhas semanalmente, além de mais de 172pontos considerados estratégicos para o controle do Aedes aegypti. Entre 2017 e 2018, foram feitas mais de 60 mil visitas a estes locais de monitoramento periódico. 
A partir da instalação da Sala de Situação, várias ações devem ser tomadas para o combate ao mosquito, envolvendo boa parte das secretarias, fundações e autarquias municipais. 
 
Sobre a dengue
Dengue é uma doença infecciosa febril causada por um arbovírus, sendo um dos principais problemas de saúde pública no mundo. Ela é transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectado.
 
Normalmente, a primeira manifestação é a febre alta (39 °C a 40 °C) de início abrupto, que tem duração de 2 a 7 dias, associada à dor de cabeça, fraqueza, a dores no corpo, nas articulações e no fundo dos olhos. Manchas pelo corpo estão presentes em 50% dos casos, podendo atingir face, tronco, braços e pernas. Perda de apetite, náuseas e vômitos também podem estar presentes.
 
Com a diminuição da febre, entre o 3º e o 7º dia do início da doença, grande parte dos pacientes recupera-se gradativamente, com melhora do estado geral e retorno do apetite. No entanto, alguns pacientes podem evoluir para a forma grave da doença, caracterizada pelo aparecimento de sinais de alarme, que podem indicar o deterioramento clínico do paciente.
 
Na presença de sinais e sintomas, o paciente deve se dirigir imediatamente ao serviço de saúde e, caso já tenha sido atendido antes, deve retornar. Pessoas que estiveram, nos últimos 14 dias, numa cidade com a presença do Aedes aegypti ou com a transmissão da dengue e apresentarem os sintomas citados devem procurar uma unidade de saúde para o diagnóstico e tratamento adequados.
 
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